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  DOEN�AS INFLAMAT�RIAS (COLITES)

3.1 - QUAL O PAPEL DA COLONOSCOPIA NAS COLITES?

A colonoscopia contribui, de maneira significativa, para o estudo das doen�as inflamat�rias intestinais, n�o apenas ao fazer o diagn�stico como, tamb�m, por permitir cuidadosa avalia��o da extens�o e da intensidade do comprometimento da superf�cie mucosa do reto, do c�lon e do �leo terminal assim como, a obten��o de bi�psias seriadas desses segmentos do trato digestivo para estudos histopatol�gicos, histoqu�micos e imunohistoqu�micos e para a realiza��o de cultura dos tecidos para pesquisa de agentes infecciosos espec�ficos.


Enema opaco
RCUI

Enema opaco
Doen�a de Crohn


3.2 - QUAL O PAPEL DA COLONOSCOPIA NO DIAGN�STICO DIFERENCIAL ENTRE A RETO COLITE ULCERATIVA INESPEC�FICA E A DOEN�A DE CROHN?

Uma das indica��es diagn�sticas mais importantes da colonoscopia refere-se � diferencia��o endosc�pica entre a Reto Colite Ulcerativa Inespec�fica (RCUI) e a Doen�a de Crohn. Embora, possa haver semelhan�a dos aspectos colonosc�picos entre essas duas patologias, a diferencia��o � fact�vel e depende da intensidade com que a enfermidade se manifesta, da sua localiza��o e da sua extens�o. Desse modo, atrav�s das imagens endosc�picas e dos exames histopatol�gicos das les�es biopsiadas � poss�vel definir o diagn�stico em cerca de 80% dos casos.


RCUI
�lceras profundas

RCUI
�lceras rasas


Doen�a de Crohn
�lceras longitudinais

Doen�a de Crohn
Les�es saltitantes


3.3 - QUAL O PAPEL DA COLONOSCOPIA NO DIAGN�STICO DIFERENCIAL ENTRE AS COLITES ESPEC�FICAS?

A colonoscopia colabora para o diagn�stico diferencial entre as doen�as infecciosas do c�lon, como as parasit�rias, as mic�ticas e as causadas por germes oportunistas como o citomegalovirus, que acometem os pacientes imunodeprimidos e aqueles com doen�as adquiridas por contato sexual.
Outras afec��es como a colite isqu�mica, a colite act�nica e a colite induzida por antibi�ticos tamb�m devem ser lembradas por ocasi�o do diagn�stico diferencial. Como, freq�entemente, as imagens endosc�picas de todas essas patologias podem confundir-se, a hist�ria cl�nica, o exame f�sico minucioso, assim como os exames proctol�gicos e de cultura de fezes, associados aos aspectos histopatol�gicos, histoqu�micos, imunohistoqu�micos das bi�psias recolhidas, s�o fundamentais para orientar, corretamente, o racioc�nio diagn�stico.


Colite por Citomegalovirus

Colite por tuberculose

Colite isqu�mica

Colite pseudomembranosa

Colite act�nica


3.4 - E NOS PACIENTES COM DIARR�IA CR�NICA SEM CAUSA APARENTE, A COLONOSCOPIA PODE AJUDAR?

Sim, a colonoscopia �, tamb�m, de grande valor nos pacientes com diarr�ia cr�nica de causa inexplic�vel. O diagn�stico diferencial � amplo nesses pacientes. As bi�psias s�o �teis e devem ser realizadas mesmo quando n�o se encontram altera��es macrosc�picas na superf�cie da mucosa. As doen�as idiop�ticas, como a colagenose e a colite microsc�pica, podem ser as causas dessas diarr�ias sem altera��es endosc�picas.

3.5 - A COLONOSCOPIA PODE SER REALIZADA EM QUALQUER PACIENTE COM COLITE?

Sim, o exame endosc�pico do c�lon pode e deve ser realizado tanto nas fase aguda, como na fase de acalmia da doen�a inflamat�ria e, tamb�m, para elucidar a etiologia de estenoses identificadas radiologicamente. Por�m, n�o deve ser feito quando h� suspeita cl�nica ou radiol�gica de o paciente estar apresentando um quadro de megac�lon t�xico, uma vez que � maior o risco de perfura��o.