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  P�LIPOS

1.1 - O QUE S�O P�LIPOS?

P�lipos s�o crescimentos anormais da mucosa do c�lon, como pequenas protuber�ncias, que variam de poucos mil�metros at� poucos cent�metros.
Geralmente s�o assintom�ticos e de causa desconhecida. Quando pequenas, essas les�es s�o benignas, mas, ao continuarem crescendo, transformam-se em les�es malignas. No passado recente, seu tratamento era realizado atrav�s da abertura do abd�men e do intestino. Ap�s o advento da colonoscopia, essas les�es s�o usualmente diagnosticadas e tratadas endoscopicamente com grandes vantagens. Assim, uma "al�a de polipectomia" conectada a um bisturi el�trico � introduzida pelo canal do colonosc�pio, e faz-se a ressec��o, de maneira segura, da maioria dos p�lipos. Essas les�es ser�o, a seguir, encaminhadas para an�lise do patologista. Portanto, al�m do tratamento do p�lipo, faz-se, tamb�m, a preven��o do c�ncer do intestino grosso.


Al�a de polipectomia


P�lipo S�ssil

P�lipo Pediculado

P�lipo Ressecado


1.2 - QUAL A IMPORT�NCIA DA COLONOSCOPIA NO DIAGN�STICO DO C�NCER COLO-RETAL PRECOCE?

O sucesso do tratamento do c�ncer colo-retal depende do seu diagn�stico precoce, ou seja, na fase em que a les�o ainda n�o se degenerou (les�es pr�-malignas como os p�lipos adenomatosos) ou na fase em que o carcinoma ainda se encontra na mucosa ou, no m�ximo, invadindo a submucosa.
As les�es polip�ides adenomatosas s�o as mais freq�entes, sendo achadas em uma a cada quatro colonoscopias, principalmente em pacientes idosos. Aproximadamente 10% dessas les�es sofrem maligniza��o, 1,5% invadem a submucosa e essa seq��ncia adenoma-carcinoma costuma demorar 5 a 10 anos. Portanto s�o de bom progn�stico.
As les�es superficiais ou planas apresentam outra via carcinog�nica. Conhecidas como "c�ncer de novo", originam-se diretamente em mucosa colo-retal normal, isto �, sem um componente adenomatoso. Descritas inicialmente no Jap�o, t�m sido observadas em algumas casu�sticas ocidentais, numa freq��ncia de uma para cada mil colonoscopias, principalmente no c�lon direito e na faixa et�ria menor de 40 anos. Essas les�es planas apresentam maior grau de malignidade, podendo invadir a submucosa em 16% das vezes e com comprometimento ganglionar em 40% dos casos, principalmente quando maiores de 1 cm e com componente de depress�o na superf�cie.
Essas caracter�sticas associadas ao fato de serem menores do que 1 cm, implicam na necessidade de uma aten��o maior do colonoscopista por ocasi�o do exame. O uso de corantes como o azul de metileno, o �ndigo carmin ou o crezil violeta, ao real�ar o relevo das les�es, permite a observa��o de informa��es relativas �s caracter�sticas que s�o mal ou n�o observadas pela endoscopia convencional. Al�m disso, foram desenvolvidos aparelhos com magnifica��o de imagem que permitem aumentos que variam de 30 a 150 vezes do tamanho da les�o, a ponto de se conseguir classificar as aberturas das criptas glandulares ("pits") existentes nas les�es da mucosa c�lica, as quais se relacionam com formas histopatol�gicas distintas.

     
C�ncer de novo


1.3 - QUAL A IMPORT�NCIA DA COLONOSCOPIA NO TRATAMENTO DAS LES�ES POLIP�IDES E PLANAS DO INTESTINO GROSSO?

Poucas t�cnicas influenciaram tanto um problema cl�nico como a colonoscopia, alterou o diagn�stico e o tratamento dos p�lipos colo-retais. Assim sendo, a polipectomia por colonoscopia tornou-se o procedimento de elei��o para o tratamento dessas les�es, sendo segura e eficaz nas m�os de especialistas experientes e treinados.
Essas les�es, quando menores de 5 mm, s�o tratadas com o uso de pin�as de bi�psias ou da pin�a tipo "hot biopsy". Quando maiores, s�o ressecadas com al�as diat�rmicas especialmente confeccionadas.
A ressec��o endosc�pica da mucosa deve ser reservada �s les�es planas ou deprimidas com suspeita de serem neopl�sicas e �s les�es polip�ides de base larga. Essa t�cnica, chamada de mucosectomia, � realizada pela aplica��o da al�a de polipectomia em les�o artificialmente elevada por meio da inje��o de soro fisiol�gico na submucosa.
Caso n�o seja poss�vel remover uma les�o maior de uma �nica vez, pode-se utilizar a t�cnica de fatiar a les�o ("piecemeal"), em uma ou mais sess�es.
� importante ressaltar que todo p�lipo ou les�o superficial ressecados devem ser encaminhados para exame histopatol�gico. Quando forem de origem adenomatosa, deve-se pesquisar poss�veis altera��es displ�sicas e ou de degenera��o carcinomatosa.


Les�o plana elevada
        
Mucosectomia


P�lipo volumoso de reto m�dio.
Retrovis�o

Polipectomia fatiada