QUAIS SÃO AS COMPLICAÇÕES DECORRENTES DO PREPARO INTESTINAL
    PARA COLONOSCOPIA?
QUAIS SÃO AS COMPLICAÇÕES DEVIDAS AO USO DE DROGAS NA SEDAÇÃO
    PARA A COLONOSCOPIA?
QUAIS SÃO AS COMPLICAÇÕES DA COLONOSCOPIA DIAGNÓSTICA?
QUAIS SÃO AS COMPLICAÇÕES DA COLONOSCOPIA TERAPÊUTICA?

...................................................................................................................................


  QUAIS SÃO AS COMPLICAÇÕES DECORRENTES DO PREPARO INTESTINAL PARA COLONOSCOPIA?

Durante o preparo intestinal pode ocorrer náusea, vômitos e cólicas intestinais seguidas ou não de hipovolemia, desequilíbrio hidro-eletrolítico e desidratação.


...................................................................................................................................

  QUAIS SÃO AS COMPLICAÇÕES DEVIDAS AO USO DE DROGAS NA SEDAÇÃO PARA A COLONOSCOPIA?

Entre as complicações relacionadas às drogas utilizadas para a sedação destacam-se as reações locais como tromboflebites superficiais no local da injeção de diazepínicos e o prurido localizado devido ao uso de meperidina. As reações adversas, de ordem geral, provocada pelas drogas, são mais significantes e potencialmente mais perigosas, a maioria delas de natureza cardiorespiratória. As mais comuns são: hipóxia, hipoventilação, bradicardia, taquicardia, hipotensão e hipertensão. Esses eventos, relativamente comuns e com taxa de morbidade ao redor de 1%, justificam o uso de um monitor de oxigenação sangüínea e de controle da freqüência cardíaca em todos os procedimentos colonoscópicos.


...................................................................................................................................

  QUAIS SÃO AS COMPLICAÇÕES DA COLONOSCOPIA DIAGNÓSTICA?

O índice de complicação das colonoscopia diagnósticas varia entre 0,1 a 0,5%, com mortalidade de 0,02 a 0,15%. As mais comuns complicações são a perfuração (0,5%) e o sangramento (0,05%)
A perfuração durante a colonoscopia diagnóstica pode ser decorrente do uso incorreto de força e de manobras intempestivas, da intubação inadvertida de um óstio diverticular, de laceração da serosa ao se tentar ultrapassar uma lesão subestenosante, da hiperinsuflação de ar e, mais raramente, da realização de biópsias em mucosa com inflamação aguda. O diagnóstico precoce desses incidentes auxilia no tratamento adequado, o qual pode ser clínico ou cirúrgico, dependendo das condições locais e gerais do paciente.
A hemorragia após colonoscopia diagnóstica é extremamente rara e pode ser conseqüente à biópsias de mucosa em pacientes com distúrbios de coagulação ou mesmo à trauma de uma lesão pré existente como um carcinoma. Geralmente são sangramentos alto-limitados, que não requerem transfusão ou hospitalização. Vale aqui lembrar a possibilidade de hemorragia intra peritonial conseqüente a trauma esplênico.
Bacteremia e, raramente, septicemia podem ocorrer após uma colonoscopia diagnóstica, provavelmente por translocação bacteriana no preparo intestinal ou mesmo devida à manipulação do cólon durante o exame. Essa eventualidade justifica o uso de antibióticos profiláticos em pacientes portadores de próteses cardíacas ou ortopédicas, em pacientes com antecedente de endocardite bacteriana, em hepatopatas e em imunodeprimidos.


...................................................................................................................................

  QUAIS SÃO AS COMPLICAÇÕES DA COLONOSCOPIA TERAPÊUTICA?

As complicações da colonoscopia terapêutica podem ser decorrentes de polipectomias, de manobras hemostáticas, de dilatações de estenoses e de descompressões cólicas.
As complicações após polipectomias são as mais comuns e podem ser as seguintes: sangramento da base do pólipo, queimadura da parede cólica ou perfuração da parede cólica.
O sangramento da base do pólipo é a complicação mais freqüente (1 a 2,5%) e pode ser imediata ou até 14 dias após a ressecção. A hemostasia pode ser realizada endoscopicamente através da injeção de adrenalina 1:10000 na base da lesão, ou por termocoagulação, ou por ligadura elástica ou fotocoagulação a Laser. Caso esses procedimentos falhem, o tratamento cirúrgico se impõe.
A perfuração pode ocorrer em 0,3 a 2,0% das polipectomias e está diretamente relacionada à intensidade e ao tempo da aplicação da corrente elétrica. Outros fatores de risco devem ser evitados como laçar o pedículo muito próximo da parede intestinal, ressecar lesão séssil de base larga e incluir, inadvertidamente, a mucosa normal dentro da alça de polipectomia A perfuração pode ocorrer imediatamente ou dias após a ressecção do pólipo. O uso da pinça de "hot biopsy" para a retirada de pequenos pólipos de cólon direito tem sido responsabilizado por acidentes de queimaduras ou perfurações da parede cólica.
O uso da técnica de "piecemeal" e de mucosectomia, quando bem indicadas para lesões maiores ou de bases largas, diminuem o risco de perfuração e de sangramento em mãos de endoscopistas experientes.
Se houver queimadura transmural após polipectomia, ou após tratamento de angiodisplasias ou após hemostasia de lesão sangrante do cólon, pode haver dor abdominal, febre, sinais de peritonite localizada e leucocitose sem evidências de perfuração em peritônio livre. Esta síndrome é, geralmente, tratada clinicamente.



Copyright © 2000. Colonoscopia - Todos os Direitos Reservados.
por João Elias Calache Neto